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quinta-feira, 3 de março de 2011

Hoje é dia de "Hina Matsuri", ou Dia das Meninas/Moças/Raparigas/Solteiras

Hoje, o país está cheio de altares com figuras representando o Imperador, Imperatriz e seu séquito, vestidos de acordo com o Período Heian (Kyoto, 794-1185 DC), e são supostas abençoar as filhas/moças da família. As bonecas são colocadas nos altares durante Fevereiro, mas são imediatamente retiradas no dia 4 de Março, sob pena de provocarem um casamento tardio nas moças solteiras...




segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Nagasaki - Festival Kunchi (7/9 Outubro 2010)

É um dos festivais (Matsuri) mais populares do japão, com a originalidade de ser uma competição entre os vários bairros da cidade, em ciclos de 7 anos, que arrastam carros/barcos alegóricos pelas ruas durante 3 dias, terminando em grandes duelos públicos, onde o clamor popular decide a contenda.


Este ano foi especial, pois cabia à  "Nau Portuguesa" (a grande estrela destas festas) competir, coincidindo com as celebrações dos 150 anos da assinatura do Tratado de Paz, Amizade e Comércio entre Portugal e o Japão. Obviamente, eu não podia faltar !


Nas ruas, o aparato habitual dum Matsuri japonês - procissões avulsas, muita gente a comer, muita gente a beber, muita gente a dormir nos cantos...










Nos recintos organizados para o efeito, as contendas entre os bairros, com os seus carros/barcos (chegam às 3 toneladas).







A Nau Portuguesa na demonstração diurna:


Só consegui ver a prova nocturna, onde estava tudo já meio "entornado" na assistência...





quinta-feira, 8 de julho de 2010

Desporto Nacional - o Basebol

Dia de verão, quente, húmido e chuvoso, início da semana, que pode fazer um pobre expat para se entreter? Agarra num amigo (que por acaso tinha os bilhetes) e dirije-se ao mítico Tokyo Dome para ver um jogo de basebol palpitante: por alguma razão que me escapou, os Softbank Hawks de Fukuoka jogam contra os Nippon-Ham de Hokkaido em Tóquio e conseguem ter o estádio quase cheio, com claques vestidas a rigor e bem coreografadas. Como podem existir tantos fãs dos Hawks de Fukuoka em Tóquio? Mistério. Mais um para a minha colecção japonesa...

Jogo relativamente rápido (acabou em 3h30) e com muitas batidas, o que contribui para o clima de festa geral. As claques cantam e batem uns canudos de plástico (com as cores do seu do clube) sincronizadamente, há trobones e tambores a marcar ritmo, Holas, palmas, pateadas, etc. Tudo muito a sério, à japonesa. Também muito sério é o ambiente de bezana total nas bancadas, alimementado por duzias de simpáticas e sorridentes meninas que se revezam pelas bancadas a servir imperiais saídas do barril que levam às costas. Vir ao basebol é mais uma oportunidade imperdível de apanhar uma bubba das grandes e confraternizar com os colegas do escritório - havia dezenas de grupos só na nossa bancada - curiosamente, os chefes era quem fazia as piores figuras. E os comedidos e tímidos japoneses perdem ali a vergonha e atacam descaradamente as japonesas que também se emborracham para a festa. Nada de diferente do que se passa numa habitual sexta-feira à noite em Akasaka, Shibuya, Shinjuku, Nagano ou na longínqua Aomori...

Pormenor final e tocante: existem uns moços para fazer rodar as portas giratórias, dado que o estado do público à saída é incompatível com a sincronização necessária de mãos e pés para as ultrapassar.